Onde está o meu cliente?

Onde Está o Meu Cliente?

Onde Está o Meu Cliente? Recentemente escrevi sobre a importância de não fazer o cliente pensar demais. Afinal, quanto mais obstáculos colocamos em seu caminho, maiores são as chances de ele desistir da compra. Mas existe uma questão que vem antes dessa discussão.

Onde está o cliente?

Ou talvez a pergunta correta seja:

Onde está o meu cliente?

Porque existe uma diferença enorme entre o cliente do seu negócio e o cliente do negócio do seu vizinho. Muitas empresas falam em consumidor como se todos fossem iguais. Não são.

Cada empresa possui um público, uma realidade, um perfil de consumo, uma forma de relacionamento e até horários diferentes de interação.

Por isso, talvez uma das tarefas mais estratégicas de qualquer negócio seja descobrir onde seus clientes estão, o que procuram, o que comentam, o que perguntam e como tomam decisões.

Onde Está o Meu Cliente?

Onde está o meu cliente?

Quem fala para todo mundo pode não ser ouvido por ninguém

Existe uma máxima muito conhecida no marketing:

Quem fala para todo mundo pode acabar não sendo ouvido por ninguém.

Por outro lado, quando você fala diretamente para uma pessoa, é muito provável que várias outras que compartilham características semelhantes também se identifiquem.

A segmentação não limita.

A segmentação aproxima.

Ela permite criar conteúdo relevante, produtos mais adequados e relacionamentos mais genuínos.

Onde eu deveria estar?

Muitos empresários ainda tentam descobrir onde está o cliente.

Mas talvez exista uma pergunta anterior:

Onde eu deveria estar para encontrá-lo?

Se o cliente procura informações no Google, sua empresa aparece?

Se pesquisa no Google Maps, seu cadastro está atualizado?

Se passa horas no Instagram, existe conteúdo da sua marca lá?

Se utiliza LinkedIn para negócios, você participa das conversas?

Se assiste vídeos no TikTok ou no YouTube, sua empresa produz algo relevante?

O cliente moderno não vive em apenas um lugar.

Ele circula entre ambientes físicos e digitais durante todo o dia.

Saber onde ele está não basta

Descobrir onde o cliente está é fundamental.

Mas não é suficiente.

Também é necessário entender:

  • O que ele quer?
  • O que ele procura?
  • O que ele pergunta?
  • O que o preocupa?
  • O que ele valoriza?
  • O que faz ele desistir de uma compra?

Sem essas respostas, qualquer comunicação vira um megafone apontado para o vazio.

Falamos.

Falamos mais alto.

Investimos em anúncios.

Contratamos ferramentas.

Mas o cliente continua sem perceber valor.

O risco do megafone

Muitas empresas acreditam que comunicação é volume.

Não é.

Comunicação é percepção.

Você pode estar gritando sobre as qualidades do seu produto enquanto o cliente está preocupado com outra coisa.

Pode estar destacando preço quando ele procura segurança.

Pode estar falando de tecnologia quando ele procura simplicidade.

Pode estar oferecendo funcionalidades quando ele procura solução.

O cliente não aprende exatamente aquilo que desejamos ensinar.

Ele percebe aquilo que faz sentido para ele naquele momento.

E é essa percepção que orienta suas escolhas.

Comece observando quem já compra

Se estiver em dúvida sobre quem é seu cliente, faça um exercício simples.

Olhe para ontem.

Quem comprou?

Quem entrou na loja?

Quem fechou negócio?

Quem pediu orçamento?

Quem retornou?

Quem indicou alguém?

A partir dessas respostas, comece uma investigação.

Conheça essas pessoas.

Converse.

Pesquise.

Observe comportamentos.

Identifique padrões.

Ali estão pistas valiosas sobre seu público.

Cadastro não é burocracia. É inteligência

Quando uma empresa não registra informações sobre seus clientes, perde oportunidades.

Sem cadastro, não existe histórico.

Sem histórico, não existe análise.

Sem análise, não existe estratégia.

E sem estratégia o negócio passa a depender exclusivamente da sorte.

Mesmo um cadastro simples já pode fornecer informações importantes para futuras ações de relacionamento e vendas.

Converse com sua equipe

Se os sistemas não possuem todas as respostas, converse com os vendedores.

Eles possuem algo extremamente valioso:

memória de mercado.

Eles lembram:

  • dos clientes satisfeitos;
  • dos clientes exigentes;
  • das vendas bem-sucedidas;
  • das negociações perdidas;
  • das objeções mais frequentes.

Muitas vezes as melhores informações sobre o comportamento do consumidor já estão dentro da empresa.

Apenas ainda não foram organizadas.

O cliente difícil pode ser um presente

Uma situação curiosa ocorre quando alguém na equipe classifica determinado consumidor como “cliente difícil”.

Sempre me pergunto:

Difícil para quem?

Talvez ali exista uma oportunidade gigantesca.

Afinal, aquele cliente dedicou tempo ao seu negócio.

Entrou na loja.

Perguntou.

Questionou.

Comparou.

Demonstrou interesse.

Talvez ele esteja apenas mostrando pontos que a empresa ainda não percebeu.

Escutar esses clientes pode gerar melhorias capazes de aumentar significativamente o faturamento.

O cliente difícil pode ser um presente! Onde está o meu Cliente?

O cliente pode estar em muitos lugares – Onde está o Meu Cliente?

Seu cliente pode estar:

  • caminhando pela rua;
  • navegando no Google;
  • consultando avaliações;
  • assistindo vídeos;
  • pesquisando preços;
  • participando de grupos;
  • acompanhando influenciadores;
  • interagindo em redes sociais.

Pode estar no Instagram.

No TikTok.

No LinkedIn.

No YouTube.

No Google.

No Bing.

Ou simplesmente conversando com alguém sobre uma necessidade que sua empresa poderia resolver.

A pergunta continua:

Sua marca está presente onde ele está?

Aprender novamente

Muitos empresários levaram anos para construir seus negócios.

Aprenderam seus mercados.

Conhecem seus produtos.

Desenvolveram experiência.

Mas o mercado não ficou parado.

O consumidor mudou.

A tecnologia mudou.

Os canais mudaram.

Os hábitos mudaram.

Por isso surge um desafio importante:

aprender a desaprender para aprender novamente.

Não significa abandonar a experiência adquirida.

Significa aceitar que o cliente evoluiu e que compreender seu comportamento tornou-se uma competência estratégica.

A pergunta que vale ouro

No final das contas, antes de vender, anunciar, promover ou investir mais dinheiro em publicidade, talvez exista uma pergunta que mereça atenção:

Onde está o meu cliente?

Porque quando descobrimos onde ele está, começamos a entender o que ele faz.

Quando entendemos o que ele faz, compreendemos o que ele procura.

Quando compreendemos o que ele procura, entregamos valor.

E quando entregamos valor, a venda deixa de ser uma pressão e passa a ser uma consequência.

Talvez o grande desafio dos negócios modernos não seja encontrar mais clientes.

Talvez seja conhecer melhor aqueles que já estão procurando por nós, mesmo sem percebermos.

Antes de fazer o cliente pensar, descubra onde ele está. Depois, facilite sua jornada.

Colunista Pedro Henriques Guimarães Filho

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