ASAS celebra 16 anos de acolhimento e transformação social em Ubá
O Grupo ASAS, sigla para Amigos Sempre Amigos, completa 16 anos de atuação em Ubá levando acolhimento, escuta e apoio para pessoas em situação de vulnerabilidade. A celebração acontece neste mês de agosto no Residencial Santa Clara, local onde o grupo mantém suas atividades semanais e fortalece uma rede de solidariedade que já ajudou centenas de famílias ao longo dos anos.
Durante entrevista ao repórter Carlos Roberto Sodré, o coordenador e um dos fundadores do grupo, Júlio César Rocha da Silva, compartilhou a trajetória da entidade, relembrou desafios enfrentados desde a criação do projeto e destacou a importância do apoio comunitário para ampliar o alcance das ações desenvolvidas pelo ASAS. O registro contou com imagens de Laísa Sodré e geração de conteúdo de Pedro Henriques Guimarães Filho, da INDICCA.COM.
ASAS celebra 16 anos de acolhimento e transformação social em Ubá

Uma história que nasceu da dor e da solidariedade
Inicialmente, o ASAS surgiu de forma espontânea. Júlio recorda que tudo começou quando uma mãe o procurou desesperada em busca de ajuda para o filho, que enfrentava problemas relacionados ao uso de drogas.
A partir daquele momento, o que parecia apenas uma conversa transformou-se em um movimento de apoio que passou a atender não somente usuários de substâncias, mas também familiares e pessoas que enfrentavam diferentes dificuldades emocionais.
Segundo Júlio, a experiência mostrou que muitos pais enfrentam desafios semelhantes e, frequentemente, não sabem a quem recorrer.
Além disso, a procura crescente revelou uma realidade importante. Muitos participantes chegam ao grupo não apenas por questões ligadas às drogas, mas também por problemas emocionais, familiares e sociais.
“Começamos ajudando uma pessoa. Depois vieram outras famílias. A coisa foi se propagando dentro da comunidade e alcançando outras pessoas que precisavam de apoio”, relatou.
Muito além da dependência química
Ao longo dos anos, o trabalho do ASAS ampliou seu foco. Hoje, o grupo acolhe pessoas que enfrentam ansiedade, depressão, estresse, sofrimento emocional e conflitos familiares.
Nesse sentido, Júlio utiliza uma expressão que chamou atenção durante a entrevista: a “droga da vida”.
De acordo com ele, muitas pessoas chegam ao grupo sobrecarregadas pelas pressões do cotidiano.
“O problema muitas vezes está dentro da pessoa. Trabalho, estresse e cansaço. Isso está acontecendo demais. As pessoas estão estressadas e precisam ser ouvidas”, afirmou.
Por isso, as reuniões valorizam o diálogo, a escuta ativa e o compartilhamento de experiências.
Consequentemente, muitos participantes encontram no grupo um ambiente seguro para refletir sobre seus desafios e buscar novos caminhos.
Um espaço aberto para todos
Diferentemente de muitas organizações, o ASAS não faz distinção religiosa, política ou social.
Pelo contrário, o grupo recebe qualquer pessoa disposta a participar e contribuir para o bem coletivo.
Durante a entrevista, Júlio reforçou que a entidade não possui vínculo partidário e que o objetivo sempre foi ajudar pessoas.
“Muitos acham que eu quero ser candidato. Nunca passou pela minha cabeça. Meu trabalho é o social, ajudando um ou outro dentro das minhas possibilidades”, explicou.
Além disso, ele destacou que o grupo reúne pessoas com diferentes crenças e visões de mundo.
Entre os participantes existem católicos, evangélicos, espíritas e até pessoas sem religião definida.
Entretanto, todos compartilham o mesmo propósito: buscar melhoria de vida e fortalecer relações humanas.
O apoio da comunidade faz a diferença
Desde sua fundação, o ASAS cresceu graças ao envolvimento de moradores e voluntários.
Atualmente, diversos profissionais colaboram com o projeto.
Entre eles estão psicólogos e especialistas que oferecem apoio aos participantes quando necessário.
Júlio destacou que o grupo conta hoje com uma rede de profissionais comprometidos com a causa.
Segundo ele, a colaboração desses voluntários amplia significativamente a capacidade de atendimento da entidade.
Além disso, familiares e membros da comunidade ajudam na organização das reuniões e das atividades comemorativas.
Esse espírito colaborativo se tornou uma das maiores forças do ASAS.
Histórias que ultrapassam fronteiras
Com o passar dos anos, o trabalho desenvolvido no Residencial Santa Clara passou a ser conhecido também em outras cidades.
Como resultado, pessoas de diferentes localidades procuraram o grupo em busca de acolhimento.
Entre os casos lembrados por Júlio está o de um homem que viveu nos Estados Unidos e encontrou no ASAS um espaço para reconstruir aspectos importantes da própria vida.
Segundo ele, diversas histórias demonstram que o impacto do grupo vai muito além das reuniões semanais.
Cada depoimento compartilhado representa uma oportunidade de recomeço.
Cada encontro fortalece a esperança de quem busca transformação.
O poder da escuta e da convivência
Um dos diferenciais do ASAS está na forma como conduz seus encontros.
Em vez de oferecer fórmulas prontas, o grupo incentiva a reflexão individual e coletiva.
Por essa razão, as reuniões funcionam como um ambiente de aprendizado mútuo.
“O quanto esse grupo me ajuda, ouvindo as dores do outro, é algo muito grande. Eu também aprendo todos os dias ali”, declarou Júlio.
Ao mesmo tempo, ele acredita que ninguém muda sozinho.
Dessa forma, a convivência torna-se parte essencial do processo de crescimento pessoal.
Segundo o coordenador, ouvir relatos de superação inspira outras pessoas a enfrentarem seus próprios desafios.
Um trabalho que beneficia toda a sociedade
Além de ajudar indivíduos e famílias, o ASAS também contribui para a comunidade como um todo.
Muitas situações que poderiam gerar conflitos familiares, problemas de segurança pública ou agravamento de questões emocionais conseguem ser abordadas antes que atinjam níveis mais complexos.
Por isso, Júlio defende uma aproximação maior entre o grupo, as autoridades e as instituições públicas.
Na avaliação dele, iniciativas comunitárias como o ASAS podem atuar como importantes parceiras na promoção do bem-estar social.
“Talvez nós também possamos ajudar o poder público. Muitas situações podem ser evitadas quando existe orientação e acolhimento”, destacou.
Desafios e necessidades do grupo
Apesar dos resultados positivos conquistados ao longo de 16 anos, o ASAS enfrenta dificuldades.
Entre elas estão limitações estruturais, burocracias e falta de recursos para ampliar suas atividades.
Contudo, Júlio ressalta que o grupo continua funcionando graças ao comprometimento dos voluntários.
Segundo ele, nem sempre o apoio precisa ser financeiro.
Muitas vezes, a colaboração pode ocorrer por meio da oferta de oportunidades, equipamentos, serviços ou parcerias.
Nesse contexto, ele reforçou o convite para que empresários, lideranças comunitárias e autoridades conheçam de perto o trabalho realizado.
Celebração dos 16 anos reúne comunidade
A comemoração do aniversário do ASAS representa muito mais do que uma simples solenidade.
Na prática, o momento simboliza uma trajetória marcada pela solidariedade, pela escuta e pela valorização da vida.
Durante a celebração, participantes, lideranças locais e convidados terão a oportunidade de conhecer melhor a missão do grupo e acompanhar relatos de quem encontrou apoio em momentos difíceis.
Ao final da entrevista, Júlio deixou uma mensagem de esperança e participação comunitária.
“Você é o seu próprio remédio e também o seu próprio veneno. O que vai aplicar em você depende das escolhas que faz todos os dias”, refletiu.
Um legado construído por muitas mãos
Passados 16 anos, o ASAS segue como um exemplo de mobilização social em Ubá.
Mais do que uma organização comunitária, o grupo tornou-se um espaço de acolhimento, reconstrução de vínculos e fortalecimento humano.
Enquanto novos desafios surgem na sociedade, iniciativas como essa demonstram que ouvir, acolher e apoiar continuam sendo atitudes capazes de transformar vidas.
Por isso, o aniversário do ASAS não celebra apenas uma data.
Sobretudo, celebra pessoas.
Celebra recomeços.
Celebra histórias de superação.
E, acima de tudo, celebra a certeza de que ninguém precisa enfrentar suas dificuldades sozinho.
Facebook Oficial do Grupo ASAS:
https://www.facebook.com/gruppasas/?locale=pt_BR
📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp
📸 Imagens: Laisa Sodré / Felipe Oliveira
📝 Conteúdo: Pedro Henriques – INDICCA.COM WhatsApp
🎓 Evento: ASAS celebra 16 anos de acolhimento e transformação social em Ubá
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