Fala Sodré mostra risco de acidentes na Avenida Beira Rio durante as obras de reconstrução de Ubá. A reconstrução de Ubá segue avançando após a tragédia das enchentes de 24 de fevereiro. Entretanto, enquanto máquinas trabalham e equipes executam obras importantes para a recuperação da cidade, um novo alerta surge no dia a dia da população: o risco de acidentes provocado pela falta de atenção de alguns condutores e pelo desrespeito às interdições.
Desta vez, o quadro Fala Sodré, apresentado pelo repórter Carlos Roberto Sodré, esteve na Avenida Beira Rio para ouvir moradores que convivem diariamente com os transtornos e perigos gerados pela circulação irregular de veículos em uma área que segue em obras. As imagens são de Laisa Sodré e a geração de conteúdo é de Pedro Henriques Guimarães Filho, da INDICCA.COM.
Fala Sodré mostra risco de acidentes na Avenida Beira Rio durante as obras de reconstrução de Ubá.



















A reportagem ouviu Susana Musitano e Maria Eduarda Musitano, moradoras da região, que relataram acidentes, situações de risco e dificuldades enfrentadas por pedestres, idosos e estudantes que precisam circular pelo local.
Reconstrução exige atenção redobrada de todos
Antes de qualquer discussão sobre responsabilidades, existe uma realidade evidente. A cidade está em reconstrução.
Ao longo da Avenida Beira Rio, equipes trabalham na implantação do muro de gabião e em melhorias necessárias para recuperar uma das áreas mais afetadas pela enchente. Como consequência, alterações temporárias no trânsito fazem parte da rotina da população.
Nesse cenário, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres precisam agir com cautela.
Além disso, a legislação de trânsito estabelece que a prioridade de proteção deve seguir uma lógica simples: quem está em condição mais vulnerável merece maior cuidado. Portanto, o pedestre vem em primeiro lugar. Depois aparecem ciclistas e motociclistas. Em seguida, os veículos de maior porte.
Por isso, o respeito às regras temporárias ganha ainda mais importância durante as obras.
Moradoras denunciam situações constantes de perigo
Durante a entrevista, Susana Musitano relatou que sofreu um susto recentemente ao retornar da faculdade.
Segundo ela, uma motocicleta transitava onde não deveria e quase provocou um atropelamento.
“Nós vínhamos da faculdade e a gente achou que o cara ia esperar a gente passar e não esperou. Deu uma batida que deu tempo da gente pular para o lado.”
A moradora afirmou ainda que outras ocorrências já foram registradas na mesma região.
“Uma amiga minha saiu do ginásio, foi atropelada, machucou o braço.”
De acordo com o relato, acidentes menores e situações de quase colisão acontecem com frequência. Muitas delas sequer chegam ao conhecimento das autoridades.
Motocicletas continuam passando por trecho interditado
Um dos principais problemas apontados pelas entrevistadas está relacionado à passagem de motocicletas em uma área considerada interditada.
Embora a obra limite o fluxo normal, diversos condutores continuam utilizando o trecho como rota de passagem. Essa prática aumenta o risco para trabalhadores, moradores e demais usuários da via.
“Não pode passar ninguém. Nem idoso, nem criança. Está todo mundo tendo que dar volta longe porque as motos não param para ninguém passar.”
A afirmação demonstra um problema grave. Quando o pedestre perde a segurança até mesmo na calçada, o trânsito deixa de cumprir sua função principal: garantir mobilidade com proteção à vida.
Falta de sinalização também preocupa moradores
Durante a entrevista, Maria Eduarda Musitano destacou outro fator importante para a ocorrência dos acidentes.
Segundo ela, muitos condutores podem não perceber com clareza que o trecho está interditado.
“Creio que eles não sabiam porque não tem sinalização para o lado de lá que estava interditado aqui na Beira Rio.”
A moradora acredita que placas maiores e avisos colocados em pontos estratégicos poderiam reduzir significativamente os problemas.
“Uma sinalização grande mostrando que não pode ultrapassar aquele caminho por ter uma rua interditada já ajudaria muito.”
Dessa forma, o desafio passa por duas frentes. A primeira envolve melhorar a orientação aos usuários da via. A segunda exige mais conscientização dos próprios condutores.
Educação no trânsito continua sendo fundamental
Ao longo da reportagem, uma conclusão apareceu diversas vezes.
A sinalização pode melhorar. A fiscalização pode aumentar. Entretanto, nenhuma medida terá resultado completo sem educação no trânsito.
Maria Eduarda resumiu bem essa necessidade.
“A gente só pede uma sinalização e uma educação por parte dos condutores.”
O pedido faz sentido.
A reconstrução não depende apenas das equipes que trabalham nas obras. Também depende do comportamento diário de quem utiliza as ruas da cidade.
Cada motorista que respeita uma interdição contribui para a segurança coletiva.
Cada motociclista que evita atalhos irregulares ajuda a prevenir acidentes.
Cada pedestre que mantém a atenção durante a travessia fortalece a cultura da prevenção.
O passeio deve ser espaço do pedestre
Outro ponto que chamou atenção durante a entrevista foi a utilização das calçadas por motocicletas.
Maria Eduarda relatou uma situação preocupante.
“Eu estava no passeio. Teoricamente eu estava correta porque eu sou pedestre. Eu estava na calçada e não imaginaria que tinha uma moto na calçada que poderia me atropelar.”
Além do risco direto às pessoas, a prática também provoca danos à infraestrutura.
Segundo as moradoras, vários trechos dos passeios sofreram deterioração em razão da circulação constante de motocicletas.
Portanto, o problema vai além dos acidentes. Existe também impacto no patrimônio público e na mobilidade dos moradores.
O trauma da enchente ainda está presente
A entrevista trouxe ainda lembranças da madrugada de 24 de fevereiro, quando Ubá enfrentou uma das maiores tragédias de sua história recente.
Maria Eduarda descreveu o cenário vivido naquela noite.
“Só era um mundo de água. Aquela água vinha com muita força, muita correnteza, carros, muros e motos passando. Foi uma noite de terror.”
A reconstrução da Avenida Beira Rio representa justamente a tentativa de devolver segurança à população.
Por isso, moradores acompanham a obra com expectativa, mas também com preocupação.
O medo de novas chuvas intensas continua presente entre quem vive próximo ao Ribeirão Ubá.
Segurança precisa acompanhar a reconstrução
Enquanto as obras seguem avançando, uma mensagem ficou clara durante toda a reportagem.
A recuperação de Ubá não depende apenas de concreto, máquinas e engenharia.
A reconstrução também exige responsabilidade social.
Motoristas precisam respeitar as interdições.
Motociclistas precisam evitar áreas proibidas.
Pedestres precisam manter atenção redobrada.
Autoridades podem avaliar melhorias na sinalização e na orientação dos usuários da via.
Acima de tudo, todos precisam compreender que o momento exige colaboração.
A cidade enfrenta uma fase de adaptação temporária. Porém, os riscos podem ser permanentes quando a imprudência substitui o bom senso.
Conclusão
O trabalho realizado pelo Fala Sodré mais uma vez levou a voz dos moradores para o debate público. A reportagem mostrou que a reconstrução da Avenida Beira Rio é necessária e urgente. Ao mesmo tempo, evidenciou que acidentes podem ser evitados com sinalização adequada, fiscalização eficiente e, principalmente, mais educação no trânsito. [(155) Fala…- YouTube]
Ubá segue reconstruindo ruas, pontes e estruturas. Entretanto, cada cidadão também possui um papel fundamental nessa recuperação.
Respeitar as regras hoje significa proteger vidas amanhã.
📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp
📸 Imagens: Laisa Sodré / Felipe Oliveira
📝 Conteúdo: Pedro Henriques – INDICCA.COM WhatsApp
🎓 Evento: Fala Sodré mostra risco de acidentes na Avenida Beira Rio durante as obras de reconstrução de Ubá.
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