Gestão de Crise em Ubá: comunicação, responsabilidade e solução coletiva após a enchente
Esta não é uma coluna sobre culpados. É uma reflexão sobre escolhas coletivas.
Resumo
Passados quase dois meses da enchente em Ubá, a cidade segue entre limpeza, ruídos e incertezas. A falta de comunicação fortalece boatos. O caos começa a se normalizar. Neste contexto, surge uma escolha clara para a sociedade: continuar apenas criticando ou assumir o papel coletivo na solução.
Gestão de Crise em Ubá: comunicação, responsabilidade e solução coletiva após a enchente

Primeiro, o silêncio que alimenta o ruído
Antes de tudo, é preciso falar de comunicação.
Sem informação clara, a Rádio Peão assume o comando.
Boatos circulam. Bastidores criam versões.
A internet multiplica tudo.
Neste cenário, a ausência de um comunicado efetivo faz o mundo imaginar.
E quando imagina, exagera.
E quando exagera, tensiona.
Depois, o tempo que passa sem parecer que anda
Em seguida, vem a percepção do tempo.
A enchente aconteceu.
Dois meses quase se completam.
Começamos limpando.
Ainda estamos limpando.
No entanto, sem coordenação visível, parece que estamos parados.
Enquanto isso, a cidade vive.
E reclama.
E clama por ajuda.
Agora, o rio que repete sua história
Mais adiante, o rastro da destruição chama atenção.
O caminho do rio permanece o mesmo.
O impacto também.
Isso não é novidade.
Moramos aqui porque escolhemos morar.
Vivemos próximos ao rio por decisão própria.
Então surge a pergunta incômoda.
De quem é a culpa?
Nesse ponto, a responsabilidade aparece
Aqui não cabe fuga.
A responsabilidade é nossa.
Escolhemos onde morar.
De mesma forma escolhemos quem nos lidera.
Escolhemos reclamar mais do que participar.
Inclusive, combatemos a sociedade organizada.
Mesmo ela sendo representação legítima.
Mesmo atuando de forma voluntária.
Reclamamos.
E seguimos fora da solução.
Com o tempo, o caos vira rotina
Enquanto isso, a destruição se normaliza.
O trânsito virou regra de improviso.
Mão e contramão perderam sentido.
O que antes parecia absurdo, hoje vira acesso.
A Ponte da Cristiano Roças, ainda desarqueada, já está em uso.
Em breve, vira caminho oficial.
Não porque a solução chegou.
Mas porque o caos se acomodou.
Diante disso, aceitar a responsabilidade é essencial
Neste momento, aceitar a responsabilidade é o grande desafio.
Vivemos a era do Instagram e do TikTok.
Acreditamos que uma voz resolve tudo.
Não resolve.
Causa coletiva exige ação coletiva.
Uma pessoa representa apenas uma pessoa.
Somente o coletivo sustenta soluções duradouras.
Além disso, a representação incomoda porque compromete
Sociedades organizadas têm regras.
Têm história.
Têm legitimidade.
Mesmo recém-criadas, carregam legado.
Agora imagine entidades com quase 100 anos de atuação.
A representação voluntária gera compromisso.
Gera responsabilidade.
Gera a obrigação de dialogar.
E isso incomoda quem prefere criticar à distância.
Assim, participar exige maturidade
Fazer parte da solução não garante vitória pessoal.
Nem sempre a sua ideia prevalece.
Nem sempre ela é viável.
Por isso, planejamento importa.
Previsibilidade importa.
Consenso importa.
Participar é aceitar discordar.
É argumentar.
É construir junto.
Hoje, os espaços existem
Neste momento, Ubá tem instituições ativas.
O INTERSIND, com a presidência de Gilberto.
A ACIUBÁ, sob a presidência de Elias.
Ambas se movimentam.
Realizam reuniões.
Convidam a sociedade.
Os espaços estão abertos.
A decisão de participar é individual.
Hoje, Ubá conta com espaços reais de participação. A ACIUBÁ, por meio de sua diretoria, a CMEU – Câmara da Mulher Empreendedora de Ubá – e o INTERSIND demonstram que a sociedade organizada existe, se movimenta e cria ambientes de diálogo, planejamento e construção coletiva.
Um legado que fez e continua fazendo história

Por fim, fica a escolha
Diante de tudo isso, resta uma decisão.
Ser parte da solução.
Ou apenas aumentar a pressão e o ruído.
A palavra construiu instituições milenares.
Agora, avalie a sua palavra.
Ela agrega?
Ou desagrega?
Ubá, a Cidade Carinho, precisa menos barulho.
E muito mais compromisso coletivo.
A palavra construiu instituições milenares. Agora, avalie a sua palavra. Se ela agrega, participe. Se ela constrói, permaneça. Porque Ubá, a Cidade Carinho, não se reconstrói com barulho, mas com compromisso coletivo.
Coluna Pedro Henriques Guimarães Filho (LINKEDIN) (INSTAGRAM))

Hastag
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