Terapia Ocupacional Ganha Espaço e Transforma Vidas
A Terapia Ocupacional vem conquistando cada vez mais reconhecimento no setor de saúde. Em entrevista ao jornalista Carlos Roberto Sodré, os profissionais Álida Andrade e Thiago Timóteo, da UNIFAGOC, destacaram a importância da profissão, as oportunidades de mercado e o impacto direto na qualidade de vida das pessoas.
Com atuação em diferentes áreas, a Terapia Ocupacional ajuda crianças, adultos e idosos a retomarem sua autonomia e independência. Além disso, responde a uma demanda crescente da sociedade por profissionais qualificados.
Terapia Ocupacional Ganha Espaço e Transforma Vidas

O que faz um terapeuta ocupacional?
Segundo Thiago Timóteo, a missão da Terapia Ocupacional é devolver às pessoas a capacidade de realizar atividades importantes do cotidiano.
“Se você deixou de fazer qualquer atividade e quer voltar a ter autonomia, o terapeuta ocupacional trabalha para reabilitar essa participação nas atividades do dia a dia”, explicou.
Em outras palavras, a profissão atua quando uma pessoa enfrenta dificuldades para trabalhar, estudar, se locomover, se alimentar, cuidar da casa ou participar de atividades sociais.
Por isso, o foco não está apenas na doença ou no diagnóstico. O objetivo está na recuperação da funcionalidade e da independência.
Autonomia é sinônimo de qualidade de vida
Muitas atividades parecem simples até o momento em que deixam de ser possíveis.
Cortar alimentos, caminhar, fazer compras, dirigir ou cuidar da própria rotina são ações que sustentam a dignidade e o senso de pertencimento das pessoas.
Nesse contexto, Álida Andrade destacou que a perda dessas capacidades pode provocar sentimentos de impotência e afetar diretamente a saúde mental.
Diante dessa realidade, o terapeuta ocupacional trabalha para recuperar habilidades, adaptar atividades e desenvolver novas estratégias para que cada pessoa possa viver com mais autonomia.
“Ou vamos ajudar a pessoa a reaprender ou adaptar a atividade para que ela consiga realizá-la de forma independente”, ressaltou Álida.
Muito além das clínicas e hospitais
Engana-se quem acredita que a Terapia Ocupacional atua apenas em hospitais.
Atualmente, os profissionais estão presentes em clínicas, escolas, instituições de longa permanência para idosos, unidades de saúde, centros de reabilitação, APAEs, atendimentos domiciliares e projetos comunitários. Além disso, o trabalho acontece diretamente nos ambientes onde a pessoa vive.
Álida citou exemplos práticos que mostram a amplitude da atuação profissional.
“Às vezes acompanhamos o paciente ao supermercado ou ao cinema para que ele consiga retomar atividades que deixou de fazer sozinho”, relatou.
Dessa forma, o atendimento ultrapassa os limites do consultório e contribui para a reinserção social.
Saúde mental exige atenção crescente
Outro ponto abordado durante a entrevista foi o aumento dos desafios relacionados à saúde mental.
Segundo Álida Andrade, fatores como excesso de informações, mudanças sociais aceleradas e dificuldades nas relações humanas têm contribuído para o adoecimento da população.
Nesse cenário, a Terapia Ocupacional desempenha um papel estratégico.
A profissão atua na recuperação da participação social, no fortalecimento das rotinas saudáveis e na reconstrução de projetos de vida.
Por isso, o trabalho do terapeuta ocupacional se integra a equipes multiprofissionais ao lado de psicólogos, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais.
O crescimento da profissão no Brasil
Nos últimos anos, a Terapia Ocupacional ganhou ainda mais visibilidade.
Parte desse crescimento está relacionada ao aumento dos diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e à ampliação das políticas voltadas à inclusão e à reabilitação.
Entretanto, os entrevistados destacaram que a atuação profissional vai muito além da pediatria.
A profissão atende pessoas com transtornos mentais, limitações físicas, condições neurológicas, necessidades educacionais especiais e desafios relacionados ao envelhecimento.
Por isso, o campo de atuação continua em expansão.
UNIFAGOC aposta na formação de novos profissionais
Durante a entrevista, Thiago Timóteo enfatizou o compromisso da UNIFAGOC com a formação de profissionais preparados para atender as demandas da região.
Segundo ele, os alunos participam de projetos de extensão desde os primeiros períodos do curso, aproximando teoria e prática.
Além disso, os estudantes atuam junto à comunidade por meio de iniciativas sociais, instituições de saúde e programas voltados para diferentes públicos.
“O aluno tem contato com a prática desde cedo e consegue entender o impacto que pode gerar na vida das pessoas”, destacou.
Essa experiência permite que os futuros profissionais desenvolvam competências técnicas e humanas ao longo da graduação.
Mercado de trabalho vive momento favorável
Uma das informações que mais chamou atenção durante a conversa foi a alta demanda por profissionais da área.
Segundo os entrevistados, hospitais, clínicas, escolas, prefeituras e instituições de saúde buscam terapeutas ocupacionais constantemente.
A escassez de profissionais faz com que o mercado absorva rapidamente os recém-formados.
“Muitos serviços procuram profissionais e têm dificuldade para encontrar mão de obra disponível”, explicou Thiago Timóteo.
Consequentemente, a profissão surge como uma alternativa promissora para jovens que desejam atuar na área da saúde.
Uma profissão para quem gosta de pessoas
Ao ser questionada sobre o perfil ideal do estudante, Álida Andrade foi direta.
“Quem valoriza autonomia, independência e gosta de trabalhar com pessoas deve conhecer a Terapia Ocupacional.”
Segundo ela, o profissional observa o ser humano de forma ampla.
Ou seja, considera aspectos físicos, emocionais, sociais, familiares e educacionais na construção de estratégias de cuidado.
Essa visão integral faz da Terapia Ocupacional uma das profissões mais humanizadas da saúde.
Transformando vidas todos os dias
Durante toda a entrevista, uma mensagem ficou clara: a Terapia Ocupacional vai muito além da recuperação de movimentos.
A profissão devolve autonomia, fortalece a autoestima e ajuda pessoas a retomarem papéis importantes dentro da família e da sociedade.
Ao permitir que alguém volte a realizar tarefas que considera significativas, o terapeuta ocupacional contribui diretamente para a qualidade de vida e para a construção de novos caminhos.
Por isso, a expansão da formação profissional promovida pela UNIFAGOC chega em um momento importante para a região. Afinal, cresce a necessidade de especialistas capazes de transformar limitações em possibilidades e devolver independência a quem mais precisa.
📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp
📸 Imagens: Laisa Sodré / Felipe Oliveira
📝 Conteúdo: Pedro Henriques – INDICCA.COM WhatsApp
🎓 Evento: Terapia Ocupacional Ganha Espaço e Transforma Vidas
Patrocinadores do Portal Ubá News – Fala Sodré



















Hashtags
#TerapiaOcupacional #UNIFAGOC #Saude #QualidadeDeVida #Autonomia #Reabilitacao #SaudeMental #Inclusao #TEA #Educacao #ProfissoesDaSaude #ZonaDaMata #MinasGerais #Ubá #CarlosRobertoSodre #LaisaSodre #Indicca #BemEstar #CuidadoHumano #FormacaoProfissional


