Sua História de Reconstrução ACIUBÁ Enchente que destruíram a Cidade Carinho Ubá

Sua História de Reconstrução

Sua História de Reconstrução

Reconstruir Ubá é não deixar ninguém para trás

Reconstruir é um verbo que exige coragem. Não apenas para reerguer paredes, negócios ou rotinas, mas para sustentar a esperança quando o tempo parece conspirar contra. O tempo que cobra, que apressa e que muitas vezes coloca a desistência como uma palavra rondando nossos pensamentos.

Mas viver nunca foi simples. A vida traz complicações — e traz também a beleza do dia que nasce depois de uma noite de descanso. É nesse intervalo, entre o esforço e a pausa, que a reconstrução acontece.

O programa Sua História de Reconstrução segue com esse compromisso: #ReconstruirUBÁ sem deixar ninguém para trás, criando um ciclo de energia positiva, onde histórias reais inspiram outras histórias.

Nesta semana, o Portal UbáNews, pelo Canal Fala Sodré, amplia esse olhar ao unir trabalho, saúde emocional, cultura e educação financeira como partes do mesmo processo coletivo.

Martinha Gomides – Reconstruir no cotidiano

Conversamos com Martinha Gomides, a conhecida Martinha da Gráfica, que representa a reconstrução vivida no dia a dia, sem discursos prontos, mas com decisões firmes.

“Teve dias muito difíceis, dias em que a gente pensa se vale a pena. Mas parar nunca foi uma opção. Cada dia aberto é um passo a mais.”

Martinha entende que sua persistência vai além dela mesma.

“Quando a gente continua, mostra para outras pessoas que ainda é possível. Isso dá força não só para mim, mas para quem está em volta.”

Sua história evidencia que reconstruir é silencioso, contínuo e profundamente humano.

Reconstruir por dentro: a escuta de Simone Brum

A Psicóloga Simone Brum amplia o conceito de reconstrução para o campo emocional, lembrando que muitas batalhas não são visíveis.

“O tempo pode virar um fator de sofrimento quando se transforma em cobrança constante. Muitas pessoas não desistiram — elas só estão exaustas.”

Segundo Simone, reconhecer limites é parte fundamental do processo.

“Descansar não é desistir. É cuidado. A reconstrução verdadeira inclui pausas, acolhimento e novas formas de olhar para a própria história.”

Ela destaca ainda que iniciativas culturais, educativas e coletivas têm impacto direto na saúde emocional.

Cultura, identidade e pertencimento: o papel do Teatro

Dentro desse processo, Simone ressalta a importância de experiências culturais, como o Teatro que vai acontecer, visto como um fato extremamente positivo para a comunidade.

“O teatro tem um papel terapêutico coletivo. Ele nos convida a sentir, refletir e compartilhar emoções. Em momentos de reconstrução, a arte ajuda a reorganizar o que as palavras não dão conta.”

O teatro, nesse contexto, não é apenas entretenimento — é encontro, expressão e possibilidade de ressignificação.

Somos IVY: reconstrução pela identidade e propósito

Outro ponto destacado é o Somos IVY, que aparece no registro pessoal de Pedro, trazendo à tona o debate sobre identidade, pertencimento e desenvolvimento humano.

Essa vivência reforça que reconstruir também passa por entender quem somos, como nos posicionamos no mundo e quais valores queremos sustentar ao longo do caminho.

“Quando a pessoa se reconhece em um grupo, em um propósito ou em uma experiência formativa, ela encontra chão emocional para seguir”, reforça Simone.

Educação financeira como base da reconstrução

Fechando esse ciclo, a coluna também destaca a palestra promovida por Luciano Duque, voltada para o tratamento racional e consciente das questões financeiras.

Em tempos de instabilidade, falar de finanças de forma acessível e responsável é também falar de saúde mental.

“A desorganização financeira gera ansiedade, medo e sensação de perda de controle. Quando a informação chega de forma clara, a pessoa recupera autonomia”, pontua Simone Brum.

A iniciativa de Luciano Duque se soma ao movimento de reconstrução ao oferecer ferramentas práticas para que as pessoas enfrentem a realidade com mais planejamento e menos culpa.

Reconstrução, trauma e a urgência das mitigações

Ao falar de trauma e reconstrução, é necessário reconhecer uma realidade que insiste em se repetir: esquecer a enchente talvez não seja uma opção.

Ano após ano, Ubá convive com a expectativa da destruição. Uma destruição que não apenas se repete, mas evolui em intensidade e impacto. O que ficou evidente este ano é que, se nada for feito, em breve — talvez já no próximo período chuvoso — poderemos estar vivendo novamente esse mesmo cenário.

Esse ciclo contínuo aprofunda o trauma coletivo. Não se trata apenas das perdas materiais, mas da sensação permanente de insegurança, de recomeços forçados e de uma reconstrução que nunca se completa.

A Psicóloga Simone Brum reforça que viver sob ameaça constante compromete profundamente a saúde emocional:

“Quando o risco se repete todos os anos, o trauma deixa de ser um evento isolado e passa a ser um estado permanente. Isso gera ansiedade crônica, medo antecipatório e esgotamento coletivo.”

Por isso, reconstruir não pode significar apenas levantar o que caiu. É preciso reconstruir e, ao mesmo tempo, mitigar.

Nesse sentido, Pedro Henriques Guimarães Filho, idealizador do programa Sua História de Reconstrução, destaca que o momento exige mais do que discursos:

“A reconstrução precisa vir acompanhada de ações concretas de mitigação. O trauma não será superado enquanto a população seguir vivendo sob a ameaça de perder tudo novamente. É hora de cobrar, mas também de construir parcerias com as instituições para que essas soluções saiam do papel.”

O anúncio da verba de 65 milhões de reais, viabilizada pela Caixa Econômica Federal, amplia ainda mais a responsabilidade coletiva. Mais do que nunca, é necessário criar projetos técnicos, iniciar obras e estabelecer um cronograma real de ações preventivas.

Pedro reforça que esse é um compromisso compartilhado:

“A sociedade precisa acompanhar, participar e cobrar, mas o poder público tem o dever de liderar esse processo. Recursos existem. O que não pode mais existir é a falta de execução.”

Reconstruir Ubá sem mitigação é aceitar a repetição do trauma.
Reconstruir com mitigação é oferecer segurança, previsibilidade e futuro.

É nesse ponto que reconstrução deixa de ser apenas reação ao desastre e passa a ser planejamento, proteção e cuidado com as próximas gerações.

Reconstruir Ubá é integrar pessoas, histórias e ações

Ao unir o trabalho de Martinha Gomides, a escuta da Psicóloga Simone Brum, a força do teatro, a vivência do Somos IVY e a educação financeira proposta por Luciano Duque, o Sua História de Reconstrução mostra que reconstruir é um processo coletivo.

Ubá se reconstrói:

  • no trabalho que insiste,
  • na emoção que se organiza,
  • na cultura que aproxima,
  • no autoconhecimento que fortalece,
  • e na educação que devolve autonomia.

Porque reconstruir não é pressa.
É processo.
É carinho e cuidado.
Também é não deixar ninguém para trás.

Pedro Henriques da INDICCA.COM

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