Histórias que inspiram a reconstrução sem deixar ninguém para trás.
Reconstruir uma cidade vai além de levantar paredes.
Antes disso, exige coragem, decisão e compromisso com pessoas.
Depois da enchente que atingiu Ubá, muitas empresas viram tudo parar.
Ainda assim, algumas histórias se destacaram pela forma como reagiram.
Nesta edição da Coluna Pedro Henriques, três dessas histórias se conectam.
São relatos reais.
São experiências vividas no meio da lama, do prejuízo e da incerteza.
Ao mesmo tempo, são exemplos de liderança, organização e visão de futuro.
Histórias que inspiram a reconstrução sem deixar ninguém para trás
Por um lado, a trajetória da Metal Pereira, representada por Débora de Fátima Pereira.
Por outro, a experiência da Esporte Legal, liderada por Leandro Lima.
Agora, somando forças, a inspiração de Samara Gasparoni, da Grand Pliê.



Juntas, essas histórias mostram que reconstruir é possível.
Especialmente quando ninguém fica para trás.
A enchente que expôs fragilidades e revelou forças
Primeiro, é preciso reconhecer o impacto real do desastre.
A enchente não destruiu apenas estruturas físicas.
Então ela interrompeu operações.
Ela colocou empregos em risco.
Ela abalou o emocional de empresários, trabalhadores e famílias.

Diante desse cenário, a ACIUBÁ iniciou uma escuta ativa.
O objetivo foi claro desde o início.
Ouvir quem estava na linha de frente.
Registrar histórias reais.
Compartilhar caminhos possíveis de reconstrução.
Essas conversas não buscaram heroísmo.
Pelo contrário.
Elas trouxeram lucidez, responsabilidade e planejamento.
Quando a reconstrução começa pela limpeza e pela união

No caso da Metal Pereira, o primeiro passo não foi financeiro.
Antes disso, veio a limpeza.
Depois, a organização.
Em seguida, a reflexão.
Débora relata que não enfrentou esse momento sozinha.
“Vieram funcionários, ex-funcionários, clientes, fornecedores, familiares. Foi ali que eu percebi que a empresa é muito mais do que o espaço físico”, afirmou.
Essa fala resume um ponto central da reconstrução.
Empresas são feitas de pessoas.
Empresas existem porque existem relações.
Durante a entrevista realizada na ACIUBÁ, ficou evidente que cada decisão foi tomada com calma.
Não houve pressa.
Não houve impulso.
Houve consciência.
“Não dava para sair fazendo tudo de uma vez. Primeiro limpamos, depois avaliamos o que realmente fazia sentido continuar”, explicou Débora.
Esse processo evitou erros comuns em momentos de crise.
Além disso, trouxe clareza sobre o futuro do negócio.
Planejar antes de recomeçar faz parte da reconstrução
Em situações extremas, a vontade de resolver tudo rapidamente é grande.
No entanto, decisões apressadas costumam custar caro.
Durante a conversa, essa reflexão apareceu com força.
Especialmente ao tratar de crédito e endividamento.
“O empreendedor quer resolver tudo rápido, mas o crédito rápido quase sempre é o mais caro”, alertou a ACIUBÁ durante o diálogo.
Esse cuidado fez diferença.
Ao invés de ampliar riscos, a Metal Pereira optou por avaliar o tamanho ideal do negócio neste novo momento.
“Eu precisei parar e pensar: isso aqui tem futuro? E a resposta foi sim, mas não do mesmo jeito”, compartilhou Débora.
Reconstruir, nesse contexto, não significa voltar ao que era.
Significa ajustar.
Desta forma também Significa amadurecer.
Significa recomeçar com mais consciência.

A enchente vista pelo impacto direto nos empregos
Enquanto algumas empresas enfrentavam a limpeza inicial, outras lidavam com um problema ainda maior.
A manutenção dos empregos.
Esse foi o centro da conversa com Leandro Lima, da Esporte Legal.
A empresa teve estoque, estrutura e operação diretamente atingidos.
Mesmo assim, a prioridade foi clara desde o primeiro momento.
Pessoas antes de produtos.
“Antes de pensar na empresa, eu pensei nas pessoas”, afirmou Leandro.
Essa postura reflete uma cultura construída ao longo de mais de duas décadas.
Uma cultura que entende o emprego como responsabilidade social.
Emprego como valor e não apenas como custo
Na Esporte Legal, cada colaborador representa mais do que uma função.
Representa uma família inteira.
Durante a entrevista, Leandro foi direto.
“Não existe empresa sem pessoas. O nosso maior patrimônio sempre foi a equipe”.
Essa visão orientou todas as decisões seguintes.
Mesmo com perdas significativas, a empresa buscou preservar postos de trabalho.
Alguns ajustes foram inevitáveis.
Ainda assim, o compromisso permaneceu.
Hoje, a retomada acontece de forma gradual.
Cada avanço representa mais segurança para quem depende da empresa.
Quando reconstruir também significa cuidar da alma
Depois da lama retirada, dos estoques avaliados e dos empregos preservados, surge outro desafio.
O emocional.
É nesse ponto que a história de Samara Gasparoni, da Grand Pliê, se conecta profundamente com as demais.
A Grand Pliê não é apenas uma escola de dança.
Ela conecta educação, cultura, arte e pessoas.
Ela cria palco, mas também cria pertencimento.
Durante a conversa na ACIUBÁ, Samara trouxe uma reflexão essencial.
“A arte é um elemento da alma. Ela renova a força”.
Em tempos de crise, quando o desejo de desistir aparece, cultura e arte ajudam a seguir em frente.
Então elas devolvem sentido.
Elas geram felicidade.
Elas fortalecem quem precisa continuar.
Crianças, cultura e felicidade como parte da reconstrução
Na Grand Pliê, a preocupação não foi apenas estrutural.
Foi humana.
“A primeira coisa que a gente pensou foi nas crianças”, relatou Samara.
Manter aulas, apresentações e projetos ativos virou um ato de reconstrução emocional.
Cada criança no palco representa esperança.
Cada família na plateia representa conexão.
Em um momento em que muitos pensam em cortar tudo o que não parece essencial, a cultura mostra seu verdadeiro papel.
Assim ela sustenta.
Ela acolhe.
Ela inspira.
Reconstruir Ubá também passa por preservar alegria.
Liderança que inspira pelo exemplo
Assim como nas histórias da Metal Pereira e da Esporte Legal, a liderança aparece com força.
Não pelo discurso.
Mas pela atitude.

Na Grand Pliê, o planejamento, a disciplina e o cuidado com pessoas criam impacto real.
Eventos movimentam a economia.
Aulas movimentam emoções.
A arte movimenta a cidade.
Como destacou Samara:
“A vida é boa, mesmo sendo desafiadora”.
Essa frase sintetiza o espírito da reconstrução.
Reconstruir sem deixar ninguém para trás
As histórias de Débora, Leandro e Samara mostram caminhos diferentes.
No entanto, apontam para o mesmo lugar.
Reconstruir empresas.
Preservar empregos.
Cuidar das pessoas.
Manter viva a alma da cidade.
A Coluna Pedro Henriques segue dando voz a quem arregaçou as mangas.
A quem limpou, planejou e decidiu continuar.
A quem inspira pelo exemplo.
Porque Ubá se reconstrói assim.
Com histórias reais.
Também com decisões responsáveis.
Com cultura, trabalho e humanidade.
Sem deixar ninguém para trás.
Registro institucional
Esta coluna é assinada por Pedro Henriques, mas nasce de um trabalho coletivo. As entrevistas que deram origem a este conteúdo contaram com o apoio da Diretoria da ACIUBÁ. Em especial, Alessandro Gonçalves Rodrigues e Luciano Duque acompanharam de perto as conversas, contribuindo com escuta, reflexões e visão estratégica sobre o processo de reconstrução dos negócios e da cidade.



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