Roubo atinge a Metal Pereira após enchente e escancara a fragilidade da segurança pública. Primeiramente, a dor de quem já sofreu demais voltou a se repetir.
Agora, não foi a força da natureza.
Dessa vez, foi a ação humana.
Na madrugada desta sexta-feira, 13 de março, a Metal Pereira, loja duramente atingida pela enchente do dia 24 de fevereiro, sofreu um roubo durante a noite. O crime aconteceu quando o comércio ainda tenta se reerguer dos prejuízos causados pela tragédia ambiental.
Durante entrevista ao Fala Sodré, a empresária Débora de Fátima Pereira relatou com emoção e indignação os detalhes do ocorrido ao repórter Carlos Roberto Sodré.
Roubo atinge a Metal Pereira após enchente e escancara a fragilidade da segurança pública

Um comércio fragilizado e novamente violado
Antes de tudo, é preciso lembrar o contexto.
A Metal Pereira enfrentou perdas enormes com a enchente.
Além disso, a lama, a enxurrada e a destruição comprometeram estrutura, mercadorias e equipamentos.
Mesmo assim, a família decidiu reagir.
Com esforço diário, o comércio voltou a funcionar.
Com trabalho pesado, a esperança começou a reaparecer.
No entanto, na madrugada, um criminoso decidiu atacar exatamente quem estava mais vulnerável.
Segundo Débora, o homem entrou pelos fundos do estabelecimento por volta de 2h50 da manhã.
Em seguida, desligou câmeras e alarme.
Depois disso, permaneceu dentro da loja por cerca de uma hora e meia.
“A gente chegou cedo para trabalhar e encontrou tudo revirado. Caixa aberto, mercadorias fora do lugar, notebook levado. A sensação é de total desrespeito”, relatou Débora.
Ferramentas, fios e notebook levados no roubo
Durante a ação, o criminoso levou ferramentas de trabalho, fios, um notebook e uma caixa de ferramentas.
Posteriormente, imagens de câmeras vizinhas mostraram o suspeito empurrando um carrinho de mão nas proximidades da Praça Getúlio Vargas.
De acordo com a empresária, o prejuízo estimado varia entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, valor significativo para quem ainda contabiliza perdas muito maiores causadas pela enchente.
“A gente já está fragilizado demais. Trabalha de sete da manhã até a noite. Não descansa. E ainda não consegue dormir com medo”, desabafou.
Enchente é tragédia. Roubo é desrespeito
Enquanto a enchente representa um evento natural, o roubo representa uma escolha.
Nesse sentido, a revolta cresce.
Por isso, a sensação de impotência se intensifica.
Débora reforçou que o Boletim de Ocorrência já foi registrado e que as imagens estão com a polícia. Ainda assim, ela faz um apelo direto à população.
“Quem tiver imagens, quem viu algo, por favor, ajude. E não comprem material roubado. Isso é fruto do nosso trabalho.”
Segurança pública em xeque
Por outro lado, o caso reacende um debate urgente.
A segurança pública falhou novamente.
A ausência de rondas noturnas facilita crimes em áreas já afetadas pela tragédia.
Segundo a empresária, tentativas de furto acontecem com frequência na região, inclusive durante o dia.
Assim, o medo deixa de ser exceção e vira rotina.
Um apelo à sociedade
Por fim, o recado é claro.
Hoje foi a Metal Pereira.
Amanhã pode ser qualquer outro comerciante.
A reconstrução exige união.
A solidariedade precisa continuar.
E a segurança pública não pode falhar onde a dignidade já foi tão ferida.
📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp
📸 Imagens: Laisa Sodré / Felipe Oliveira
📝 Conteúdo: Pedro Henriques – INDICCA.COM WhatsApp
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