Depois de Dona Edna, surge mais um sobrevivente: a história de Diêgo Arruda
Introdução
Logo após a emocionante entrevista com Dona Edna, outro nome surgiu entre os sobreviventes da tragédia que atingiu a cidade. Trata-se de Diêgo Arruda, motorista de aplicativo, que conversou com o repórter Carlos Roberto Sodré em um relato forte, intenso e cheio de significado.
Além disso, as imagens são de Laisa Sodré e a geração de conteúdo é de Pedro Henriques, da INDICCA.COM.
Depois de Dona Edna, surge mais um sobrevivente: a história de Diêgo Arruda

A descoberta de mais um sobrevivente
Assim que Sodré iniciou a apuração de mais casos, encontrou Diêgo na Praça São José, ainda em estado de choque, porém consciente da sorte que teve.
No início da conversa, ele afirmou uma frase que atravessou a entrevista inteira:
“Isso aí foi Deus mesmo que salvou na hora.”
A declaração revela a profundidade do susto e a percepção de que sua sobrevivência ultrapassou qualquer lógica.
O momento da enchente
Logo no começo do relato, Diêgo explicou que estava dentro do carro, cochilando, quando o aplicativo disparou uma nova corrida.
De imediato, ele notou algo errado:
“A hora que ele deu o disparo, eu olhei e já estava 100% de água.”
Esse foi o alerta que o tirou do estado de sonolência.
Assim que percebeu que a água começava a entrar no carro, ele reagiu sem hesitar.
A corrida que poderia ser a última
Poucos segundos depois da notificação do aplicativo, a água subiu de forma repentina.
Então, ele ligou o carro e acelerou para tentar escapar.
Segundo Diêgo, tudo aconteceu muito rápido, e qualquer atraso de cinco minutos poderia ter sido fatal.
Ele reforçou isso diversas vezes, mostrando o impacto emocional do momento:
“Se demora cinco minutos ali, não sai mais.”
O trajeto que ele acreditava conhecer bem tornou‑se irreconhecível, tomado por água e caos.
A desorientação naquele instante
Durante a entrevista, Diêgo revelou que, por alguns minutos, perdeu completamente a noção de orientação.
Ele descreveu que tentou voltar pelo mesmo caminho, mas a enxurrada confundiu tudo.
Segundo ele:
“Eu fui voltando pelo mesmo caminho, mas estava tudo embaralhado.”
A naturalidade com que descreveu o susto mostra o quanto a tragédia pegou a cidade inteira de surpresa.
O horário e o contexto
De acordo com o relato, tudo ocorreu por volta de 23h30, em uma segunda‑feira que já havia registrado chuvas fortes desde o fim da tarde.
A cidade vivia um acúmulo de água que parecia controlável, até que veio o rompimento da vazão que provocou o desastre.
No momento da entrevista, Sodré registrou:
“Estamos te entrevistando no dia seguinte, com seis óbitos confirmados e duas pessoas desaparecidas.”
Esse trecho reforça a dimensão da tragédia que atingiu a região.
A reflexão sobre a própria sobrevivência
Quando questionado sobre como se sentia ao pensar que poderia estar entre as vítimas, Diêgo respondeu:
“A gente nunca imagina que vai acontecer isso com a cidade da gente.”
A fala revela não apenas o susto, mas também a dor coletiva que tomou conta da comunidade.
A lembrança de outras enchentes
Ainda durante a conversa, ele mencionou que a região já havia enfrentado enchentes no passado.
Contudo, segundo ele, nada comparado ao que aconteceu dessa vez:
“Nunca tivemos uma situação dessa.”
Essa distinção ajuda a entender o caráter excepcional — e devastador — do episódio.
O reencontro com a fé
Após relatar sua experiência, Diêgo revelou que, embora evangélico, estava um pouco afastado da igreja.
Mas a tragédia despertou nele um novo senso de propósito.
Ele declarou:
“Depois dessa, não pode largar não. Foi Deus mesmo que salvou.”
A frase marca um ponto de virada emocional, que demonstra como situações extremas podem realinhar crenças e prioridades.
A volta para casa
Depois de escapar do alagamento, Diêgo finalizou a última corrida e seguiu para casa.
Ele preferiu não contar nada para a esposa naquela noite.
Apenas dormiu, ainda em choque.
Somente no dia seguinte, com a cabeça mais calma, revelou o que havia acontecido.
Segundo ele:
“Acordei às oito da manhã e contei tudo. Voltei à vida normal, mas foi um susto.”
A naturalidade com que narra essa retomada do cotidiano mostra a força de quem vive do trabalho diário, mesmo entre traumas e preocupações.
A solidariedade com outros sobreviventes
Durante a entrevista, Diêgo mencionou também o caso de Adriana, outra sobrevivente que teve imagens amplamente divulgadas.
Ele disse:
“Ela merece toda ajuda da população. É guerreira.”
Essa fala reforça o sentimento de união entre as pessoas afetadas pela tragédia.
O registro jornalístico
O trabalho de Sodré, de Laisa e da equipe da INDICCA cria um documento valioso sobre a realidade vivida pelas pessoas nesses dias difíceis.
A presença humana nas entrevistas ajuda a dar rosto, nome e história aos números que circulam nos boletins oficiais.
Conclusão
A história de Diêgo Arruda se soma à de Dona Edna e de tantos outros que sobreviveram por segundos, por instinto, por fé — ou por tudo isso junto.
Cada relato contribui para que a cidade compreenda a dimensão do que enfrentou, e também para reforçar a necessidade de prevenção, apoio social e fortalecimento comunitário.
Hashtags sugeridas
#Tragédia #Sobrevivente #Enchente #DiêgoArruda #CarlosRobertoSodré #LaisaSodré #INDICCA #JornalismoLocal #HistóriasReais #CidadeEmLuto #ForçaComunidade #Esperança #RelatosQueMarcam #TurismoEInspiração #Ubá #MG #Brasil


