Saúde Mental nas Empresas e na Família: Reflexões da Entrevista no Programa Fala Sodré

Saúde Mental nas Empresas e na Família

Saúde Mental nas Empresas e na Família: Reflexões da Entrevista no Programa Fala Sodré. A saúde mental se tornou um dos maiores desafios do nosso tempo. As pessoas vivem pressionadas, aceleradas e sobrecarregadas por um ritmo que não permite pausa. Durante a entrevista conduzida pelo repórter Carlos Roberto Sodré, no Canal Ubá News, Pedro Henriques, e a profissional Leila Recepute conversamos sobre os impactos dessa realidade tanto na vida familiar quanto no ambiente corporativo.

Saúde Mental nas Empresas e na Família: Reflexões da Entrevista no Programa Fala Sodré

Saúde Mental nas Empresas e na Família: Reflexões da Entrevista no Programa Fala Sodré

O tema ganhou relevância porque, como Sodré destacou logo no início, “o tempo não colabora; ele atropela a paz das pessoas”. E, quando isso acontece, surgem consequências profundas no equilíbrio emocional.

A seguir, organizo reflexões, aprendizados e falas marcantes da entrevista, construindo um conteúdo que possa orientar empresas, famílias e lideranças sobre como enfrentar esse cenário.

A aceleração do tempo e o colapso emocional

Antes de tudo, precisamos reconhecer que o ritmo da sociedade moderna mudou. Ele não apenas aumentou: ele se transformou em um fluxo contínuo, sem pausas, sem intervalos e sem espaço para o silêncio.

Logo no início da conversa, destaquei que “influenciamos o meio, e o meio nos influencia”. E isso é fundamental.

Hoje, o excesso de estímulos — telas, ruídos, tarefas, notificações e metas — provoca uma espécie de mutilação psíquica, expressão usada na entrevista para mostrar que, se antes o medo era de acidentes físicos no trabalho, agora o que mais preocupa são as feridas invisíveis.

Essas feridas emocionais produzem:

  • queda de produtividade
  • aumento de irritabilidade
  • conflitos familiares
  • esgotamento físico e mental
  • distúrbios de ansiedade e sono

E, como discutimos no programa, isso só se manifesta quando a pessoa chega ao limite da saturação.

Saúde Mental nas Empresas e na Família: Reflexões da Entrevista no Programa Fala Sodré

Infância sob ameaça: crianças sem acolhimento emocional

Durante a entrevista, Leila trouxe um ponto que chamou atenção:

“As crianças não estão acolhidas. Elas acordam e já estão no celular. Elas não têm mais aquela vivência de brincar na rua.”

Essa fala resume um fenômeno atual. As crianças vivem em ambientes onde faltam limites, rotina e convivência real. E isso impacta diretamente o comportamento delas.

As consequências aparecem cedo:

  • baixa tolerância à frustração
  • ansiedade infantil
  • dificuldade de socialização
  • agressividade
  • dependência tecnológica

E, como adultos, somos nós que mostramos esse caminho. Como disse na entrevista: “A gente precisa ensinar limite, porque sem limite o ambiente fica insustentável.”

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A tecnologia como aliada – e como ameaça

Ao mesmo tempo em que a tecnologia moderniza, facilita e aproxima, ela também sobrecarrega. Leila lembrou que há mais de dez anos já se alertava:

“Cuidado com essa telinha. Ela está sempre nas nossas mãos.”

Hoje, ela deixou de ser apenas uma ferramenta e se tornou o centro da atenção, tanto para adultos quanto para crianças.

Nas empresas, o efeito é ainda mais visível:

  • funcionários hiperconectados
  • dificuldade de desconectar do trabalho
  • excesso de mensagens fora do horário
  • acúmulo de estímulos
  • ansiedade produtiva

E isso reforça a necessidade de políticas claras, acolhedoras e humanas.

Ambiente corporativo: o novo epicentro da saúde mental

Ao longo da entrevista, discutimos que o ambiente de trabalho influencia fortemente a saúde emocional das pessoas. E isso ficou evidente na fala:

“Se antes o risco era a mutilação física, agora o risco é a mutilação psíquica.”

Esse ponto é crucial. Empresas continuam cobrando resultados cada vez maiores. Porém, agora lidam com um quadro de funcionários emocionalmente fragilizados.

Por isso, destacamos na conversa três pilares fundamentais:

1. Clareza de funções

O colaborador precisa saber o que fazer, qual seu papel e para onde está indo.

2. Limites e processos

Sem limites, surgem sobrecarga, conflitos e injustiças.

3. Liderança saudável

Como eu reafirmei na entrevista:

“O chefe tem muita responsabilidade nessa questão da saúde mental.”

Líder não é cobrador de metas. Líder é um regulador emocional, um mediador de conflitos e um educador funcional.

O papel do proprietário e das chefias

Durante a entrevista, quando conversávamos sobre responsabilidades, eu afirmei:

“Há responsabilidade para todos os lados. Mas principalmente para o proprietário.”

Essa reflexão é importante. Muitos empresários acreditam que saúde mental é apenas uma questão comportamental. Não é. Ela é estratégica.

Quando o dono da empresa tolera comportamentos abusivos, quando permite líderes despreparados, quando finge que não vê o adoecimento, ele amplia o problema.

E Sodré reforçou isso com perguntas incisivas ao longo da conversa, mostrando o quanto a comunidade empresarial precisa despertar.

Saúde Mental nas Empresas e na Família: Reflexões da Entrevista no Programa Fala Sodré

A empresa moderna precisa de humanidade

Durante a entrevista, falamos também sobre a necessidade de humanização dos processos internos. Não basta dar ordens, cobrar metas e exigir resultados.

É preciso:

  • ouvir
  • apresentar suporte
  • permitir pausas
  • acompanhar emoções
  • treinar lideranças
  • promover ambientes seguros

Em certo momento, Leila comentou:

“O chefe precisa entender como lidar com as pessoas.”

E isso resume tudo. Sem preparo emocional, nenhum gestor consegue conduzir uma equipe em tempos tão instáveis.

Família, escola e empresa: três mundos conectados

Outro ponto importante da entrevista foi o reconhecimento de que os problemas não começam apenas no trabalho. Eles se formam na família, se intensificam na escola e se desdobram na empresa.

Por isso, ao analisar o comportamento de colaboradores, não basta olhar apenas para o desempenho profissional.

Como destaquei:

“Muitas vezes não começou dentro da empresa. Começou lá fora.”

Ao entender isso, a empresa deixa de punir e passa a apoiar.

A urgência de mais preparo emocional

No final da entrevista, reforçamos que o Brasil já vive uma epidemia silenciosa de adoecimento mental. E ela precisa de ações urgentes.

Entre as recomendações discutidas:

  • mais capacitação de líderes
  • programas internos de bem-estar
  • acompanhamento psicológico corporativo
  • políticas de acolhimento
  • comunicação clara
  • fortalecimento emocional infantil
  • limites digitais

A saúde mental se tornou um tema estrutural. E não existe mais empresa, escola ou família que possa ignorar esse debate.

Conclusão: precisamos desacelerar para sobreviver

A entrevista conduzida por Carlos Roberto Sodré, com imagens de Laisa Sodré e conteúdo gerado por mim através da INDICCA.COM, mostrou que a saúde mental deixou de ser uma conversa lateral. Ela agora é pauta principal da vida moderna.

Hoje, precisamos aprender a:

  • parar
  • sentir
  • ouvir
  • respirar
  • limitar
  • acolher
  • reorganizar
  • reformular

Afinal, como afirmo sempre: “Influenciamos o meio. E o meio nos influencia.”

E só com consciência, educação emocional e boas práticas de convivência vamos conseguir construir ambientes mais saudáveis – em casa, nas empresas e na sociedade.

📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp

📸 Imagens: Laisa Sodré

📝 Conteúdo: Pedro HenriquesINDICCA.COM  WhatsApp

🎓 Evento: Saúde Mental nas Empresas e na Família: Reflexões da Entrevista no Programa Fala Sodré

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