Indústria RV relata ao Portal Fala Sodré os impactos da enchente de 24 de fevereiro em Ubá. A enchente que atingiu Ubá na madrugada de 24 de fevereiro marcou profundamente moradores, empresas e trabalhadores. Entre as indústrias mais afetadas, a Indústria RV, dos proprietários Vinicius e Gabriela, abriu suas portas e seu coração ao repórter Carlos Roberto Sodré, do Portal Fala Sodré, para relatar a dimensão dos danos, os desafios atuais e a força necessária para recomeçar.
Indústria RV relata ao Portal Fala Sodré os impactos da enchente de 24 de fevereiro em Ubá

Com imagens de Laisa Sodré e geração de conteúdo de Pedro Henriques – INDICCA.COM, o registro documental se tornou um testemunho poderoso da realidade que Ubá enfrenta após uma das maiores enxurradas já registradas na cidade.
Um cenário devastador logo ao amanhecer
Logo no início da entrevista, o repórter Carlos Sodré relembrou que a cidade recebeu 174 mm de chuva em apenas três horas. A força da água arrastou tudo no caminho.
“A rua não comportava o volume de barro. A gente limpava e o barro voltava. Não dava pra terminar nada.”, relatou Gabriela, demonstrando cansaço e angústia acumulados ao longo da semana.
A fábrica amanheceu destruída. Máquinas, matérias-primas, embalagens, vidros, equipamentos de escritório e todo o estoque se perderam.
Segundo Vinicius, “o prejuízo já passa de 700 mil reais, e ainda nem conseguimos calcular tudo com precisão”.
A força da família e dos colaboradores
Apesar de todo o impacto financeiro, o casal reforçou que o que pesa ainda mais é o compromisso com as pessoas que dependem da empresa.
“A gente tem 30 colaboradores. Eles dependem da gente pra colocar as contas em dia. Não posso deixar essas famílias sem renda.”, afirmou Gabriela.
Além disso, ambos contam com o apoio emocional da própria família para seguir.
“A força vem deles. Da Gabriela, do nosso filho. Acordar e ver meu menino é o que me levanta todos os dias.”, compartilhou Vinicius, visivelmente emocionado.
O momento crítico da enchente
Durante a entrevista, Vinicius relembrou o momento exato em que a água invadiu a fábrica. Ele estava observando o nível da chuva quando tudo mudou repentinamente.
“Descolou o portão. A água entrou em segundos. Foi muito rápido. Não dava pra pensar.”
Ele também presenciou cenas dramáticas de vizinhos que lutavam para sobreviver.
“A casa da dona Edna caiu. Ela ficou agarrada no poste. O volume da água era tão grande que nada conseguia chegar até ela.”
O relato reforça não apenas a tragédia material, mas também o trauma emocional vivido por toda a comunidade.
Limpeza intensa e exaustiva, sem prazo para terminar
Desde a terça-feira, logo após a enchente, a equipe trabalha sem parar para limpar o espaço.
“Sábado, domingo, todo mundo aqui. Estamos chegando no limite. Tem dia que dormimos aqui mesmo.”, confessou Gabriela.
Mesmo após uma semana inteira de esforço, o ambiente segue tomado por lama, destroços e estruturas comprometidas.
Ainda assim, todos mantêm foco:
“A gente está tentando limpar primeiro para depois pensar em como retomar.”
As perdas continuam sendo descobertas
A cada nova limpeza, novas perdas aparecem. Além de máquinas danificadas, piso destruído e matérias-primas inutilizadas, há também o prejuízo silencioso: o tempo parado.
“Não é só o que a gente perdeu. É o que a gente deixou de produzir. É a produção do dia que não estava contabilizada. Isso aumenta o prejuízo.”, explicou Vinicius.
A fábrica deixou de funcionar completamente, e ainda não há previsão concreta para retorno.
Um caminho incerto para recomeçar
Para retomar a produção, a Indústria RV precisa restaurar o piso da fábrica, limpar profundamente as máquinas, reestruturar o setor de envase e reorganizar a área de embalagens.
“Sem consertar o piso, a gente não consegue trabalhar. Precisa estar firme. Trabalhamos com produtos que exigem higiene.”
O casal também tenta buscar soluções externas.
“Falou-se em linha de crédito do governo, mas para nós não será possível.”, lamentou Gabriela.
Por isso, uma vaquinha solidária foi criada para ajudar na reconstrução.
Além disso, eles estudam usar temporariamente um outro imóvel, cujo piso não foi afetado, para ao menos reorganizar algumas etapas da produção.
O recomeço passa pela solidariedade
Não é apenas uma luta financeira. É uma luta emocional, social e humana.
Gabriela reforçou:
“A gente só quer conseguir dormir em casa, descansar um pouco, e começar de novo antes do corpo dar um pipaque.”
Vinicius, incansável, completou:
“A Indústria RV é minha segunda casa. Não saí daqui desde o dia da enchente e não vou sair até colocar tudo de pé.”
O casal fez um apelo:
“Pedimos apoio. Seja na limpeza, seja com ajuda para seguirmos. Queremos só voltar a produzir.”
Um testemunho que representa Ubá inteira
A entrevista conduzida por Carlos Roberto Sodré, aliada às imagens de Laisa Sodré e ao conteúdo produzido por Pedro Henriques (INDICCA.COM), não é apenas um registro.
É a voz de Ubá.
É a realidade de dezenas de indústrias.
É o grito de socorro de centenas de famílias.
Ao compartilhar suas dores, Vinicius e Gabriela mostram também sua resiliência. Mostram a força de quem constrói, de quem emprega e de quem não desiste da própria cidade.
A narrativa não busca vitimização.
Busca esperança.
E, acima de tudo, conscientização.
Porque recomeçar é preciso
Mesmo diante da destruição, o casal acredita que o recomeço virá.
“Vai acabar. Vamos conseguir começar de novo. É o nosso sonho.”, disse Gabriela.
E Vinicius concluiu com determinação:
“Não foi fácil. Não será fácil. Mas a gente é brasileiro. A gente luta. E a gente vai reorganizar tudo e colocar a produção em ordem de novo.”
A história da Indústria RV é um retrato fiel da força de Ubá.
E um alerta para a necessidade urgente de atenção, políticas estruturais, prevenção e apoio à indústria local.
📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp
📸 Imagens: Laisa Sodré / Felipe Oliveira
📝 Conteúdo: Pedro Henriques – INDICCA.COM WhatsApp
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