Fala Sodré memoria a entrevista com Ary Rosignoli

Ary Rosignoli: A despedida de um amigo querido em meio à tragédia que feriu Ubá

Ary Rosignoli: A despedida de um amigo querido em meio à tragédia que feriu Ubá. A cidade de Ubá viveu dias difíceis com a grande enchente que atingiu a região no início de março de 2026. Em meio à dor coletiva, o coração dos ubaenses sofreu outro impacto: a perda de Ary Rosignoli, figura querida, popular e profundamente integrada à vida cotidiana da Cidade Carinho. Ary faleceu em 01/03/2026, sendo sepultado no dia seguinte, 02/03/2026.

Ary Rosignoli: A despedida de um amigo querido em meio à tragédia que feriu Ubá

Mesmo cercada pelo clima de tristeza da enchente, a memória de Ary brilhou com força. E brilhou porque sua história deixou marcas lindas em quem conviveu com ele.

Por isso, o Fala Sodré decidiu retransmitir a entrevista concedida por Ary em 2023. As imagens de Laisa Sodré e a geração de conteúdo da INDICCA.COM, produzida por Pedro Henriques, ajudaram a reconstruir momentos inesquecíveis dessa conversa leve, espontânea e cheia de histórias saborosas, do jeito que Ary sempre viveu.

A importância de lembrar Ary Rosignoli

Antes de tudo, manter viva a memória dos que fizeram parte da história de Ubá é um gesto de respeito, afeto e identidade. Ary não apenas viveu na cidade. Ele adotou Ubá como sua casa. E, mais do que isso, adotou o povo ubaense como sua família.

Portanto, revisitar suas palavras é quase um ato de gratidão.

O início da vida de um personagem real

Durante a entrevista, Ary contou detalhes simples, mas preciosos, sobre sua vida. E contou com a espontaneidade que o caracterizava. Em um dos momentos, quando Sodré perguntou sobre sua juventude, ele disse com orgulho:

“Eu saí com 18 anos com um caminhão zerinho. Fui embora. Trabalhei muito. Viajei o Brasil todo.”

Essa frase resume mais que uma memória. Resume a força de alguém que não teve medo de trabalhar, de buscar oportunidades, de construir sua própria trajetória.

A trajetória pelas estradas

Além disso, Ary narrou histórias de suas viagens. E contou como transportou bebidas, roupas e diversos produtos pelos estados.

Ele citou Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e muitos outros lugares. Ele desenhou com palavras o mapa de suas andanças.

E disse algo que marcou quem assistiu:

“Eu viajei o país todo. Conheci gente demais. E sempre fiz tudo com honestidade.”

Essa fala reforça um valor essencial para ele: a dignidade. E Ubá sempre reconheceu isso.

O amor pela família

Em seguida, Ary falou sobre sua família. Aliás, esse foi um dos trechos mais emocionantes. Ele citou filhos, netos, sobrinhos, vizinhos e amigos com carinho enorme.

Em determinado momento, emocionado, ele disse:

“Minha família venceu. A mãe venceu. O pai venceu. O filho venceu.”

Essa frase, cheia de simplicidade e profundidade, mostrou um homem feliz por ver sua família prosperar. Mostrou alguém que entendia o valor da união.

A convivência com a comunidade ubaense

Depois dessas memórias, Ary começou a relembrar histórias de Ubá. E relembrou os vizinhos, as ruas, os clubes, as festas, os encontros do cotidiano.

Ele citou nomes conhecidos, falou de amizades antigas e descreveu com muita naturalidade as relações que manteve ao longo da vida.

Inclusive, ele lembrou com carinho de Dona Marília da Penha, mulher histórica na cidade, dizendo:

“Ela era muito boa. Gente da melhor qualidade.”

Essa lembrança reforça como Ary valorizava pessoas simples e grandes histórias do dia a dia.

A fé como fonte de força

Além das memórias familiares, Ary falou bastante sobre fé. E citou sua relação com a igreja, com as práticas religiosas e com o agradecimento diário.

Ele disse com firmeza:

“Eu agradeço a Deus todos os dias. Não tenho medo de nada.”

A fé, para ele, era uma espécie de escudo. Um lugar de refúgio e força. E quem conviveu com Ary sabia como isso guiava suas atitudes.

O olhar dele sobre a vida

Mesmo aos 80 anos — idade registrada na entrevista — Ary mantinha humor, energia e uma lucidez impressionante. Ele se lembrava de datas, histórias e pessoas com facilidade.

E quando Sodré perguntou sobre arrependimentos ou dificuldades, Ary respondeu:

“Eu fiz tudo que tinha que fazer. Resolvi minha vida. Trabalhei. Criei meus filhos. Fiz amigos.”

Essa visão direta e serena mostra um homem que viveu plenamente.

A presença cotidiana no centro de Ubá

Outro ponto marcante da entrevista foi quando Ary contou que gostava de circular pelas ruas do centro.

Ele disse:

“Quase todo dia eu venho aqui. Gosto de ver o movimento. Gosto de encontrar as pessoas.”

Essa imagem virou símbolo dele. Qualquer ubaense que frequentava o centro o reconhecia. Ele estava sempre ali, conversando, rindo, cumprimentando todo mundo.

Ubá perdeu mais que um morador. Perdeu um rosto familiar do cotidiano.

A despedida em meio à enchente

Infelizmente, a despedida de Ary aconteceu num momento de profunda dor para Ubá. Em 1º de março de 2026, quando a cidade enfrentava a enchente, seu falecimento ampliou a tristeza coletiva.

Enquanto muitos lidavam com perdas materiais, a comunidade enfrentou também uma perda emocional.

No dia 02/03/2026, familiares e amigos se reuniram para seu sepultamento. E, apesar da tristeza, muitos lembraram sua alegria, sua força e sua capacidade de fazer amigos por onde passava.

A importância da entrevista do Fala Sodré

A decisão do Fala Sodré de republicar a entrevista foi acertada e valiosa.

Primeiro, porque a cidade precisava de alento.
Segundo, porque Ary merecia ser lembrado através de sua própria voz.
E terceiro, porque esse registro, feito em 2023, tornou-se um documento afetivo.

A participação de Carlos Roberto Sodré, a sensibilidade das imagens de Laisa Sodré e o trabalho de conteúdo da INDICCA.COM criaram um material que preserva para sempre a memória de Ary.

A cidade carrega um pedaço de Ary

Desta forma Ubá é uma cidade feita de pessoas. Pessoas como Ary. Consequentemente pessoas que deixam histórias nas calçadas, nos comércios, nos clubes, nas conversas.

Portanto, lembrar de Ary é lembrar também da identidade de Ubá. Com efeito é lembrar que somos feitos de encontros, risadas, desafios e afetos.

E mesmo em meio à tragédia da enchente, a memória dele ilumina a cidade.

Conclusão: Ary vive nas histórias que contou

Então a entrevista registrada pelo Fala Sodré, pelas imagens de Laisa Sodré e pelo conteúdo da INDICCA.COM não é apenas um vídeo. É uma cápsula de tempo. É uma homenagem espontânea.

Assim e, acima de tudo, é uma forma de garantir que as histórias de Ary Rosignoli sigam vivas.

Porque, enquanto suas palavras ecoarem, ele continuará presente.
No centro.
Nas lembranças.
Nas conversas.
Em Ubá.

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