Conexão Rural no Ginásio São José: histórias, pertencimento e a força do Produtor de Água em Ubá. O Conexão Rural encerrou o ano com um encontro especial no Ginásio São José, um dos pontos mais marcantes da memória ubaense. Hoje Museu Cultural, o espaço mantém viva a história da antiga escola e recebe novos capítulos da vida comunitária da cidade.
Nesta edição, o repórter Carlos Roberto Sodré conversou com dois personagens centrais do movimento: Amaral, referência no Programa Produtor de Água, e Jaqueline, produtora rural da Pedra Branca.
As imagens são de Laíssa Sodré, com geração de conteúdo de Pedro Henriques – INDICCA.COM.
Conexão Rural no Ginásio São José: histórias, pertencimento e a força do Produtor de Água em Ubá

O resultado foi um registro vivo de pertencimento, emoção, propósito e transformação, que mostra a força do campo e da união das famílias rurais.
O significado do encontro no Ginásio São José
O evento marcou a 23ª edição do Café Compartilhado, um encontro que fortalece vínculos, resgata memória e celebra a vida comunitária. Realizado no interior do Museu Cultural do Ginásio São José, o ambiente trouxe simbolismo e acolhimento ao encerramento das atividades de 2025.
Logo no início da conversa, Amaral resumiu o sentimento geral:
“Graças a Deus, encerrando o ano com chave de ouro, cada ano melhor que o outro.”
A fala reflete a energia do grupo, que cresce mensalmente e cria um espaço onde produtores rurais e famílias encontram apoio, amizade e motivação para continuar seus projetos.

A força do propósito: cuidar das pessoas e da água
Ao falar sobre o que move o Conexão Rural, Amaral foi direto:
“A gente trabalha as comunidades rurais, as famílias rurais, na recuperação ambiental.”
Ele explicou que grande parte das famílias presentes participa há anos do Programa Produtor de Água, o que gerou consciência coletiva, aprendizado e sensação de pertencimento.
Segundo ele:
“As famílias se sentem parte verdadeira do processo. É empowerment… é prática, é existência, é vivência.”
Essa visão mostra que o cuidado ambiental vai além da técnica. Ele nasce das relações e do envolvimento cotidiano.
Por que encontros como esse transformam?
Amaral destacou que, no início, muitos sentem preguiça natural de sair de casa. Porém, basta chegar ao encontro para perceber o valor da convivência.
Como ele disse:
“Quando chega aqui, pensa… ainda bem que eu não fiquei em casa.”
Ele reforçou ainda que ver pessoas de 70, 80 anos participando ativamente é um sinal de que sempre existe espaço para evoluir, aprender e contribuir.
“A gente tem que ter objetivos, ter propósito, ter metas… e aqui a gente tem isso de maneira leve, espontânea.”
A importância da continuidade e do pertencimento
O Produtor de Água é um programa desafiador e exige persistência. Amaral explicou que muitos projetos no Brasil sofrem com mudanças de governo, mas não o trabalho que o grupo realiza.
“O programa cresce todo dia porque o grupo não deixa morrer.”
Ele também falou sobre o ideal de envolver mais pessoas:
“O ideal é que todos os munícipes participem, mesmo quem não é produtor rural.”
Essa afirmação revela que a preservação da água depende da cidade inteira — não somente das áreas rurais.
Clima, água e desafios para 2026
O fim de 2025 apresentou chuvas abaixo do esperado. Amaral explicou o impacto disso com clareza:
“O que armazena agora, usamos lá na frente. A gente precisa de equilíbrio.”
Ele adiantou que o grupo continuará monitorando as propriedades, coletando dados e fortalecendo o trabalho de campo para ajudar produtores a tomar decisões.
Em 2026, uma novidade deve orientar as ações:
“Vamos mostrar o que chamamos de contabilidade de água.”
Isso permitirá entender melhor o comportamento das chuvas, das barraginhas e da infiltração nas áreas de cabeceira.
A história de Jaqueline: emoção, raízes e força feminina no campo
Um dos momentos mais emocionantes da cobertura foi o depoimento da produtora Jaqueline, que trouxe uma história profunda, humana e inspiradora.

Ela começou destacando o esforço para chegar aos encontros:
“A corrida é tamanha para chegarmos aqui, mas quando chegamos, encontramos amigos… é muito emocionante e gratificante.”
Sua trajetória familiar envolve trabalho duro, mudança de cidade, crises econômicas, perdas profundas e reconstrução.
Jaqueline contou da infância em Araponga, do trabalho na fazenda, da disciplina herdada dos pais e da transformação quando se mudaram para Ubá. Ela lembrou também do esforço das irmãs para manter a propriedade após o falecimento do pai e, mais tarde, do marido.
Sua fala mais marcante resume a essência do Conexão Rural:
“O Conexão nos abraçou. Cada encontro tem história. A amizade dura para sempre.”
E completa:
“A vida do campo transforma vidas.”
Ela também afirmou algo que tocou a todos:
“Eu sou feliz. A felicidade faz parte da minha vida.”
Um movimento que inspira o futuro
O Conexão Rural encerra 2025 reforçando propósito, união e esperança.
A cada encontro, pessoas chegam, histórias surgem e vínculos se fortalecem.
É um movimento que une gerações, preserva tradições e projeta futuro sustentável para Ubá e região.
No Ginásio São José, as histórias de Amaral e Jaqueline mostraram que a força das comunidades rurais está nas pessoas — nas mãos que plantam, nas famílias que persistem, nos amigos que se encontram e nos laços que não se rompem.
E, acima de tudo, na certeza de que cuidar da água é cuidar da vida.
📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp
📸 Imagens: Laisa Sodré
📝 Conteúdo: Pedro Henriques – INDICCA.COM WhatsApp
🎓 Evento: Conexão Rural no Ginásio São José: histórias, pertencimento e a força do Produtor de Água em Ubá


