Fala Sodré

Luzia Moniz fala sobre cultura africana

Luzia Moniz fala sobre cultura africana, identidade e liberdade em entrevista com o professor José do Carmo. Em mais uma edição do Canal Fala Sodré, o repórter Carlos Roberto Sodré recebeu o professor José do Carmo e a jornalista e escritora angolana Luzia Moniz para uma conversa profunda sobre cultura, identidade africana e liberdade. A entrevista trouxe reflexões sobre o papel da mulher africana, os desafios do século digital e a necessidade de reconectar o Brasil e a África por meio da cultura e da educação.

🌍 Fala Sodré: Luzia Moniz fala sobre cultura africana, identidade e liberdade em entrevista com o professor José do Carmo

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Com imagens captadas por Laisa Sodré e geração de conteúdo de Pedro Henriques, da INDICCA.COM, o encontro emocionou pela força das palavras e pela sensibilidade com que Luzia abordou temas universais — liberdade, dignidade e igualdade.


✊ Liberdade com identidade: um princípio de vida

Logo no início da entrevista, Luzia Moniz deixou claro um de seus lemas:

“Eu não acredito na liberdade sem identidade. Ninguém é livre se não puder viver dignamente.”

Essa visão acompanha toda a sua trajetória como jornalista, ativista e escritora. Para Luzia, falar de liberdade é falar de pertencimento. É lembrar que a verdadeira independência dos povos africanos ainda depende da afirmação de suas culturas, da valorização de suas mulheres e da inclusão da diáspora nos projetos políticos e sociais do continente.


💡 A força das mulheres africanas e o desafio do século digital

Além disso, Luzia destacou a urgência de olhar para a situação das mulheres africanas — não apenas nas questões sociais e políticas, mas também no campo digital.
Segundo ela, o avanço da tecnologia trouxe novas formas de exclusão:

“O digital surge como uma das piores formas de discriminação. Precisamos combater essa desigualdade que também afeta a mulher.”

Ela lembrou que, em várias universidades, a presença feminina nas áreas de tecnologia ainda é mínima. Para Luzia, é essencial garantir que meninas e mulheres tenham acesso à formação tecnológica, condição indispensável para participar plenamente da sociedade contemporânea.


📚 Educação, cultura e memória: os pilares da cidadania

Em tom emocionado, a escritora também compartilhou o lançamento de seu novo livro, “Liberte, Senhor Presidente”, que será apresentado no Festival de Niterói. A obra reúne 50 textos que celebram a liberdade e a identidade africana, com prefácio de Graça Machel, viúva de Nelson Mandela.

“O livro saúda a liberdade, mas uma liberdade associada à identidade. É preciso escola para a cidadania”, afirmou Luzia.

Para ela, a educação é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa. É o meio de preservar a história e transmitir às novas gerações o orgulho das origens africanas, tão presentes também na cultura brasileira.


🌎 África, Brasil e o reencontro das raízes

Durante a conversa com o professor José do Carmo, Luzia Moniz ressaltou o quanto o Brasil representa para ela um retorno simbólico às origens.

“Eu estou a lançar a semente na terra para crescer, criar raízes e florescer aqui. Sinto-me em casa.”

Essa conexão entre Brasil e África foi um dos pontos altos do diálogo. Ambos destacaram que é preciso fortalecer a ponte cultural entre os dois lados do Atlântico, valorizando o legado africano que molda a identidade brasileira.


🎤 Fala Sodré: cultura que aproxima povos

O Fala Sodré reafirma seu papel como espaço de diálogo e construção de pontes entre culturas. A entrevista com Luzia Moniz foi mais do que uma conversa — foi uma lição sobre pertencimento, igualdade e esperança.
Sob a condução sensível do repórter Carlos Roberto Sodré, o programa mostrou como o conhecimento e a cultura podem unir povos e despertar consciências.

📚 Cobertura: Carlos Roberto Sodré WhatsApp

📸 Imagens: Laisa Sodré

📝 Conteúdo: Pedro HenriquesINDICCA.COM  WhatsApp

🎓 Evento: Luzia Moniz fala sobre cultura africana

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